RUTH
RACHOU
Ruth Rachou pertence à uma geração pioneira da
dança moderna brasileira. Uma geração que, em São
Paulo, tem como ponto de partida profissional o histórico “Ballet
do IV Centenário”, de 1954.
Ruth inicia os seus estudos de ballet aos 4 anos de idade. Até
o seu ingresso no Ballet IV Centenário foi aluna de professoras
como Marinova, Kitty Bodenheim, Maria Olenewa e Liesel Klostermann.
De 1956, quando esta companhia é dissolvida, até 1960,
dança em vários grupos, entre os quais, o “Ballet
do Museu de Arte de São Paulo”. Nesta época também
participa de filmes musicais produzidos nos estúdios da Vera
Cruz. De 1960 a 1967 dança no Ballet da TV Record, então
a emissora de maior prestígio no Brasil, com uma programação
voltada principalmente aos musicais. Em 1963, como coreógrafa
do Balé da Record, ganha o prêmio Roquete Pinto.
Em 1967 vai para os Estados Unidos especializar-se em dança moderna.
Toma aulas com os principais nomes da dança moderna americana:
Martha Graham, Merce Cunningham e José Limon entre outros. Dança,
em 1969, no Festival Latino Americano de Dança da Universidade
de Georgetown, Washington.
Voltando ao Brasil, dança como solista no Ballet Contemporâneo
de São Paulo, dirigido por Rennée Gumiel. Como solista
também participa do espetáculo “Vestido de Noiva”,
com direção de Ademar Guerra. Em visitas periódicas
aos Estados Unidos frequenta o American Dance Festival, da Universidade
de Connecticut, onde apresenta em 1970 a coreografia “Capoeira”.
Coreografa para vários espetáculos de teatro, entre eles,
“Zebedeu”, dirigido por Silney Siqueira, que representa
o Brasil nos Festivais de Nancy, na França, e Wroclaw, na Polonia.
Em 1972 abre sua escola. A partir de 1973, dirige e coreografa os espetáculos:”
Isadora”, “Scapus”, ”Auké” e “Vivências”
(“Isadora” e “Junções Sucessivas Contrárias”),
entre outros.
Coreografa para a TVCultura. Dança como solista nos espetáculos
“Caminhada” e “Isadora, Ventos e Vagas”, de
Célia Gouveia; “Dédalo e o Redemunho”, de
Ivaldo Bertazzo; e “Amargamassa”, de Rennée Gumiel.
Em 1978, participa do movimento “Arte Aberta”, dançando
“Edipus Corpus Cristo”, de Mara Borba. Em 1979, produz a
dança “Sonho de Valsa”, de José Possi Neto.
Em 1980, eleita em assembléia da classe, exerce a presidência
da Comissão de Dança da Secretaria Estadual de Ciência,
Tecnologia e Cultura. Em 1981 protagoniza o premiado “Tratar com
Murdock”, de José Possi Neto. Em 1983 torna-se assistente
de Klauss Vianna na direção do Balé da Cidade.
De 1985 a 1988, produz e dirige a mostra “Inventores da Dança”,
um espaço pioneiro para a revelação de novos coreógrafos.
Em 1987 interpreta o papel de Isadora Duncan, no espetáculo “Nijinsky”,
de Naum Alves de Souza.
Na década de 80 introduz em sua escola vários cursos inéditos
em escolas de dança, dirigidos à reflexão da dança,
entre eles o curso multidisciplinar “Corpo Inteiro”, um
projeto piloto para o ensino da dança no 2ºGrau. Como professora
de dança moderna tem se destacado como uma das principais divulgadoras
da técnica de Martha Graham, a mais completa e melhor codificada
das técnicas modernas. Nesta condição, tem sido
presença constante em festivais de dança, como os de Joinville,
Belo Horizonte e Uberlândia.
Desde 1989 é responsável pelo ensino da dança moderna
na Escola de Bailados da Prefeitura de São Paulo. Por suas aulas
já passaram várias gerações de bailarinos
modernos.
A partir de 1992, em cooperação com o CENA, Centro de
Encontro das Artes, realiza o projeto “A Técnica Conta
a Dança”, onde a história da dança moderna
é ensinada de uma forma prática por integrantes das companhias
americans “históricas”. Em 1992 cria, como diretora
e coreógrafa, o Grupo de Dança Ruth Rachou. Desde o início
da década de 90 tem se dedicado à introdução
dos ensinamentos de Joseph Pilates no Brasil, um método que tem
contribuído muito para o aperfeiçoamento técnico
dos bailarinos do mundo todo.
No ano 2000, retorna aos palcos como bailarina convidada da coreógrafa
Gabi Imparato, no projeto “Feminino na Dança” do
Centro Cultural São Paulo. Ainda em 2000, é homenageada
na 2ª Bienal de Dança, no SESC de Santos, onde estréia
o solo “Dançarinar”, coreografado por Helena Bastos.
Em março de 2002, estréia o solo “Depois de Ontem”,
coreografado por Juliana Rinaldi, no projeto “As Damas da Dança”
no SESC Ipiranga, em São Paulo e no SESC Santo André.
Em 2003 dança “A Promessa” de Luis Arrieta no espetáculo
Gala 3 no Teatro Procópio Ferreira. Em 2004 apresenta “A
Promessa” no Teatro Alfa e Teatro Municipal. Em 2005 dançou
*** no Tetro Alfa e Teatro Sérgio Cardoso
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